Hoje em dia, é muito comum que qualquer sinal de tristeza seja diagnosticado como depressão. Porém, a depressão é muito diferente da tristeza, e para ser confirmada deve preencher critérios diagnóticos presentes no DSM IV (manual diagnóstico e estatístico de doenças mentais).
Quanto a sua prevalência, esta atinge de 3 a 11% da população, principalmente adultos entre 20 e 30 anos, sendo duas vezes mais comum em mulheres, e cerca de 80% dos pacientes que receberam tratamento para um episódio depressivo terão outros.
Ela é multifatorial, destacando-se entre:
- Fatores Biológicos: predisposição genética, alterações hormonais, alterações anatômicas e pouca disponibilidade de alguns neurotransmissores.
- Fatores Psicológicos: estratégias de coping precárias; personalidade; temperamento e aprendizagem.
- Fatores Sociais: estímulos estressores e rede social deficitária (família e escola). Sua sintomatologia é muito variada; por isso deve ser acompanhada de prejuízo significativo no funcionamento social.
Só quem pode ajudar a identificar se é um episódio depressivo é o profissional médico ou um psicólogo, que irão avaliar: quadro clínico, frequência e intensidade dos sintomas. A pessoa deve apresentar pelo menos cinco sintomas por no mínimo duas semanas.
Sinais e sintomas emocionais mais identificados: aumento da reatividade e sensibilidades a sentimentos desagradáveis; tristeza profunda e imotivada; lentidão e inibição de memória e pensamentos; sentimento de culpa e inutilidade; sentimento de menos valia; dificuldade de concentração; perda do prazer e alterações de sono e apetite.
Sintomas físicos: sensação de dor ou aperto no peito; taquicardia; dores musculares; cansaço; dores de cabeça; problemas digestivos e diarréia ou constipação.
A prevenção é feita através de encaminhamento médico ou psicológico e o tratamento pode abranger psicoterapia e terapia medicamentosa.
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